Então aproveite as dicas e curta mais essa prática sexual...





Se você não se abala, não sente nem cócegas quando recebe um carinho no derrière, talvez não seja mesmo a sua praia. E você tem todo o direito de recusar. Mas, se seu problema é só medo, é achar que sexo anal dói como arrancar um dente sem anestesia, talvez seja uma questão de reavaliar esse mito.



Você como protagonista
Quando seu parceiro faz um carinho lá atrás, suas pernas ficam bambas, calafrios percorrem de cima a baixo, você perde o fôlego, a pele fica em brasas? Se respondeu sim a um item, é seu corpo dando indícios de que pode ser muito prazeroso. Porém, se o corpo pede mas sua cabeça nega, é importante saber o que a trava bem na hora H.



Esqueça tudo o que você viu sobre o assunto em filmes, internet ou com as fofocas de suas amigas. Não, você não precisa copiar o desempenho das atrizes pornôs nem ser a mais desinibida na cama. Basta estar a fim. De verdade. Porque tudo o que você não deve é ceder aos apelos do parceiro só para satisfazê-lo — mesmo que a gente saiba que sexo anal é considerado um tesouro a ser conquistado, uma espécie de prêmio de caça.

Item obrigatório
Fazer sem camisinha, nem pensar! Toda relação sexual sem preservativo tem riscos, e com o sexo anal não seria diferente. De acordo com o proctologista Rubens Barreto, quando ocorre alguma fissura, esse pequeno machucado se torna uma porta de entrada para bactérias e vírus. Com a região vulnerável, seu corpo fica exposto a doenças sexualmente transmissíveis.



Para o seu parceiro, fazer uma penetração sem camisinha causa infecções no pênis por causa da quantidade de bactérias que habitam o canal do reto. O mesmo pode acontecer com você, caso ele não troque a camisinha quando sair do sexo anal para o vaginal. As bactérias da flora intestinal agridem as paredes da vagina, resultando em infecções. Deixe um pequeno estoque à mão para não quebrar o clima ao ter que sair da cama em busca de preservativo e não correr o risco de pensar “Dane-se” se estiver subindo pelas paredes.

Faça a escalação
Para as iniciadas, o clima rola mais fácil, seja qual for o parceiro. Para uma primeira vez, vale uma boa dose de caretice e outra de praticidade com o eleito: deixe para fazer com o namorado, o marido ou aquele amigo com benefícios com quem você tenha muita intimidade. “O sexo anal demanda paciência, pode ser desconfortável para a mulher se o parceiro não tiver carinho na hora da penetração”, explica a sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto AmbSex, de São Paulo. Sem contar que, caso haja algum imprevisto, um parceiro mais chegado irá entender se você quiser mudar de lado.



Vamos encarar a coisa: a experiência pode passar de prazerosa a traumática em um estalar de dedos. Ainda que você seja superdesinibida e transar de primeira não seja nenhum bicho de sete cabeças, tudo muda quando você vai experimentar o novo. O cara na balada, por mais irresistível que seja, talvez não tenha experiência suficiente para deixá-la totalmente relaxada ou paciência para esperar a melhor hora. E aí, com toda a sinceridade, é dor na certa. Ou física ou emocional — porque você ainda corre o risco de ele nunca mais dar o ar da graça e bater uma ressaca moral horrorosa no dia e na semana seguintes.

Tamanho não é documento
Você deve pensar: duvido. Mas é verdade. Não há nenhum impedimento com aqueles que têm tamanho GG. Nem vai causar problemas fisiológicos à sua retaguarda. A relação só vai ser dolorida se você não estiver completamente relaxada, pois elasticidade há para ele entrar. Com todos os tamanhos, larguras e tipos de pênis, o sexo anal deve ser feito com calma. “No começo, a mulher pode optar por penetrar apenas a glande. Assim que se sentir confortável para ir mais além, ela dá sinal verde tanto para penetrar mais fundo como para fazer o movimento vaivém”, revela Carla Cecarello. Tente aos poucos: num dia, só a glande. No outro, um tiquinho mais fundo. Num terceiro, um pouco de rebolado. Vá gradualmente até se sentir confortável e se acostumar com o tamanho do seu brinquedinho.



Tire esta neura
Quando você viu o tema da reportagem, pode ter pensado em hemorroidas ou fissuras. Relaxe. Mesmo! “Isso não faz sentido. Tanto que existe um tratamento contra hemorroidas em que se dilata o ânus com anestesia. Essa técnica foi criada em 1969 e, com algumas modificações, é efetuada até hoje”, diz o proctologista Rubens Barreto, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. O que pode, sim, acontecer é a dilatação do esfíncter (o músculo que faz as contrações anais), ocasionando perda de sensibilidade até leve incontinência urinária. Porém, isso pode acontecer quando o sexo anal é praticado com bastante frequência. “Quando é esporádico, não há dano algum”, completa o especialista.



Quanto às fissuras, elas serão comuns se a lubrificação não for suficiente para a penetração. O atrito da pele pode lesionar o local e causar ardência, que pode ser curada com pomadas de uso tópico. Por isso, lambuze bem o seu ânus e o brinquedinho do seu amado com lubrificantes à base de água, facilmente encontrados em farmácias e drogarias, e curta uma nova forma de prazer sem efeitos colaterais.



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