Entenda o ciclo e desfrute de mais sexo...



"Nos dias que antecedem a minha menstruação, a transa parece que fica melhor”, revela M., de 28 anos. “Não sei explicar o motivo, mas fico com mais vontade”, diz. Mas ela é uma exceção. “Fico tão chata antes de menstruar que não quero nem papo, muito menos sexo”, admite A., 33 anos, que tem pena do marido nessa fase. “Minha TPM é brava. Eu fico intratável”.

As razões
Há uma explicação para essa variação da libido feminina graças ao ciclo menstrual, de acordo com a ginecologista Carolina Ambrogini, que é coordenadora do Projeto Afrodite de Sexualidade Feminina da Unifesp. “Se fizermos um gráfico da oscilação hormonal de um homem e de uma mulher, veremos que o dele é quase uma reta: no final da vida, tem uma leve queda. A mulher, não. Ela tem essa oscilação ao longo do mês”.



De acordo com a médica, a testosterona é o hormônio responsável pelo desejo sexual, inclusive feminino, e a produção dele muda conforme o ciclo menstrual. “Quando a mulher menstrua, significa que ela não engravidou. É quando outro hormônio, a progesterona, começa a cair porque não houve a fecundação”, explica ela.



E muitas mulheres são sensíveis a esse período: a famosa TPM. “A maioria não gosta de sexo na TPM. Às vezes, sim, para aliviar a tensão, mas é menos comum”, diz Carolina. Nesse período, a mulher fica inchada, dolorida e, por isso, não quer sexo. “A dica aos homens é que tenham mais compreensão. Não é frescura”, diz a médica.



Aproveite a fase boa
Por outro lado, Carolina lembra que o casal deve aproveitar o período em que ela está fértil para ter noites quentes. Mais ou menos no meio do ciclo – em média, 14 dias após o fluxo menstrual –, é o momento em que a mulher está fértil e os níveis de testosterona aumentam.

“A natureza é sábia. Ela faz com que a mulher tenha mais desejo nessa fase”. Porém, ela avisa que não é uma regra. “A sexualidade tem muito a ver com o momento, com a situação, com o afeto”.



Outra situação mais simples é a das mulheres que usam pílula anticoncepcional. “Nesses casos, a variação hormonal diminui muito. Mas isso é muito particular: depende de cada remédio e de cada paciente. Algumas têm menos apetite sexual. Mas há as que se sentem mais seguras de transar sem o risco de engravidar e passam a ter mais vontade”.


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